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Subsídio de Natal: o que é e quais são os custos para as empresas?

O subsídio de Natal: um presente que ilumina os bolsos dos trabalhadores no final de cada ano, mas que representa encargos financeiros mais pesados para as empresas. Enquanto os colaboradores aguardam ansiosos por essa dádiva financeira sazonal, as empresas têm a oportunidade de transformar simples números num ato de reconhecimento, mas sabe quais são os verdadeiros custos para os empregadores? E quem tem direito a receber subsídio de Natal? E quando é pago?

Mas primeiro… o que é o Subsídio de Natal?

Também conhecido como 13º salário, o subsídio de Natal é uma gratificação anual concedida aos trabalhadores como uma forma de proporcionar um reforço financeiro durante a temporada de Natal. Ele tem uma importância significativa, não apenas por representar um reconhecimento do trabalho ao longo do ano, mas também por impulsionar a economia durante as festividades.

Como é pago o Subsídio de Natal?

O pagamento do subsídio de Natal varia de acordo com as políticas da empresa e a legislação do país. Em muitos casos, o valor é equivalente a 1/12 avos da remuneração total do colaborador ao longo do ano.Este montante é geralmente pago em uma única parcela, juntamente com o salário do mês de dezembro.

Quando é pago o Subsídio de Natal?

A data de pagamento do subsídio de Natal também varia de acordo com a legislação do país e as práticas da empresa. Em alguns locais, é comum o pagamento até o final de novembro, permitindo que os trabalhadores desfrutem do benefício durante o período de compras de Natal. Noutros locais, o pagamento pode ocorrer até meados de dezembro.

Quem pode receber o Subsídio de Natal?

Geralmente, todos os colaboradores têm direito ao subsídio de Natal, independentemente do setor em que atuam. Contudo, existem casos em que trabalhadores temporários ou contratados por tempo determinado podem não receber o benefício.


Nos seguintes casos,o valor do subsídio de Natal é proporcional aos dias de trabalhono mesmo ano civil:

  • Início de contrato de trabalho;
  • Cessação do contrato de trabalho;
  • Suspensão de contrato de trabalho.

Para o cálculo do subsídio de Natal, e no caso de ter trabalhado um ano civil completo:

Subsídio de Natal= 100% do salário

Custos para as empresas

O pagamento do subsídio de Natal gera custos adicionais para as empresas, que devem incluir essa despesa nos seus planos financeiros anuais. Os empregadores precisam de calcular corretamente o valor devido a cada colaborador, considerando benefícios, horas extra e outros adicionais que compõem a remuneração total.

O subsídio de Natal sofre deduções para a segurança social e outros encargos fiscais, o que significa que o custo total para a empresa não corresponde exatamente ao valor que o colaborador recebe de fato.

Em cada pagamento de subsídio de Natal, assim como em cada salário mensal, a empresa precisa destinar uma parte para a TSU (Taxa Social Única de 23,5%) à Segurança Social e para o Fundo de Compensação, que geralmente corresponde a cerca de 1%.

1. Cálculo preciso do valor do subsídio

O primeiro desafio para as empresas está no cálculo preciso do valor do subsídio de Natal devido a cada colaborador. Por exemplo, se um colaborador recebe regularmente horas extras ou possui benefícios específicos, esses valores devem ser incorporados ao cálculo do subsídio de Natal para garantir uma gratificação justa e alinhada com a compensação total do trabalhador.

Exemplo: Suponhamos que um colaborador tem um salário base de 1000 euros por mês, além de benefícios avaliados em 200 euros e horas extras médias de 50 euros por mês. O cálculo do subsídio de Natal seria baseado na remuneração total (1000 + 200 + 50) dividida por 12.

2. Obrigações fiscais e reserva para impostos

Outro aspeto crucial é considerar as implicações fiscais do subsídio de Natal. O 13º salário é tributável, o que significa que as empresas devem reservar uma parcela do valor total para cobrir as obrigações fiscais associadas. Este montante pode variar com base nas leis tributárias locais e nas circunstâncias individuais de cada trabalhador.

Exemplo: Se o subsídio de Natal de um colaborador for de 1200 euros e a alíquota de imposto for de 20%, a empresa deve reservar 240 euros para o pagamento de impostos, garantindo conformidade fiscal.

3. Impacto no fluxo de caixa

Além dos cálculos precisos e das reservas fiscais, as empresas também precisam de considerar o impacto no fluxo de caixa. O pagamento do subsídio de Natal numa única parcela pode criar pressão temporária nas finanças da empresa. Portanto, é essencial que os empregadores incorporem o subsídio de Natal nos seus planos financeiros anuais, antecipando os custos associados e garantindo a disponibilidade de fundos necessária durante o período de pagamento.

Exemplo: Se uma empresa tem 50 colaboradores e o subsídio de Natal médio é de 1000 euros, a empresa precisaria reservar 50.000 euros para cumprir com suas obrigações de subsídio de Natal.

Exemplos práticos

Colaborador sem faltas durante o no de Trabalho:

Se o colaborador não apresentou faltas durante o ano, o subsídio de Natal equivale a 100% da remuneração base. Por exemplo, se um colaborador recebe 1.000€ por mês, o subsídio de Natal será de 1.000€. No entanto, esse valor a ser pago ao colaborador precisa ser acrescido da TSU (Taxa Social Única) de 34,75%, o que corresponde a 347,5€, além do valor do fundo de compensação, aproximadamente 1% da remuneração base, ou seja, 10€. Portanto, o subsídio de Natal custaria à empresa cerca de 1.357,5€.

Colaborador em Funções Há Menos de Um Ano:

No caso de um colaborador que começou a trabalhar este ano, o subsídio de Natal precisa ser ajustado. Por exemplo, se o contrato teve início em 1 de agosto, o colaborador conta com 153 dias de trabalho até 31 de dezembro. Assim, o valor base do subsídio de Natal seria calculado como 1.000€ x 153 / 365, resultando em 419,18€. A esse valor, acrescentam-se 145,67€ de TSU e 4,19€ referentes ao fundo de compensação, totalizando 564,85€.

É importante notar que o subsídio de Natal não inclui subsídios de alimentação. No caso de um colaborador em licença médica, se a ausência for inferior ou igual a 30 dias, o subsídio será pago integralmente. Se a licença médica ultrapassar os 30 dias, o subsídio será calculado proporcionalmente, considerando a suspensão do contrato durante esse período. Em casos de término de contrato no ano corrente, o subsídio de Natal será proporcional ao tempo trabalhado.

Subsídio de Natal em Duodécimos:

Algumas empresas optam por pagar o subsídio de Natal e o subsídio de férias em duodécimos, distribuindo os pagamentos ao longo do ano. Dessa forma, os trabalhadores recebem os subsídios em prestações mensais, com os descontos correspondentes, assemelhando-se ao pagamento anual.

O subsídio de Natal não é apenas uma generosa tradição empresarial, mas também uma consideração financeira significativa. Para as empresas, a compreensão e gestão eficaz desses custos é essencial para manter uma operação financeira saudável e garantir que os colaboradores recebam um reconhecimento justo pelo trabalho ao longo do ano. Ao integrar o subsídio de Natal nos planeamentos financeiros e adotar práticas transparentes de cálculo e tributação, as empresas podem garantir que essa tradição festiva seja uma fonte de satisfação, em vez de um desafio financeiro.

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